Intolerância dá o tom…

Governo de centro-direita  ganhas as eleições, assegurando o terceiro mandato ao Primeiro Ministro Anders Fogh Rasmussen.

 

composição do novo parlamento dinamarquês 

A coalizão de centro-direita borgerligt (em tradução livre: Classe Média) e seus aliados ganharam 90 das 179 cadeiras do parlamento. Veja a nova composição do parlamento dinamarquês abaixo. A coalizão foi originalmente formada pelos partidos “Venstre”(Partido Liberal), “Dansk folkparti (Partido do Povo) e Konservative.

A oposição, de centro-esquerda, conseguiu 84 cadeiras.

O primeiro-ministro Rasmussen tenta agora articular uma ampla aliança, incluindo o novo partido cujo líder é um imigrante Palestino. 86% dos eleitores compareceram às sessões de votação.

Os principais pontos de discussão, entre os partidos, foram Serviço de Bem-estar Social, Reforma Tributária, meio-ambiente e imigração. 

O interessante é a possibilidade de inclusão do partido de Naser Khader, imigrante de ascendencia palestina. A questão de imigração no norte europeu, principalmente na Dinamarca, provoca acaloradas discussões e uma aliança incluindo um imigrante promete render polêmica. Em 2005, o jornal “Jyllands-Posten”, que apóia o atual governo e vencedor das eleições realizadas ontem, causou revolta no mundo islâmico ao publicar 12 caricaturas do profeta Muhammad.

O detalhe é que a grande maioria dos dinamarqueses apóiam a aplicação de leis de imigração mais severas e restritivas. A intolerância racial é grande e cresce, alarmando grupos de defesa aos direitos humanos e os moderado, não apenas na Dinamarca, mas em outros países europeus.Há quem diga que esta nova postura é motivada pela xenofobia a imigrantes, principalmente àqueles vindos de países islâmicos e/ou árabes. Em um outro post, prometo abordar estas questões com um pouco mais de calma..

Mas é preocupante notar que a intolerância está retornando com força ao continente que já testemunhou duas guerras mundiais provocadas, entre outras razões, pelo ódio racial.

É bom ficar de olho…

Um abraço,

André

  

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